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29 de junho de 2022, 11:48
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Como lidar com o bullying nas escolas?

Por Adriana Dutra Medeiros, escritora de literatura para crianças pela Scortecci

O bullying é um assunto cada vez mais recorrente nos dias atuais, com episódios cada vez mais frequentes e de proporções cada vez maiores. No entanto, a compreensão que se tem a respeito do assunto é, em geral, muito rasa, o que impede o desenvolvimento de boas estratégias para lidar com a questão.
Decidi me aprofundar no assunto quando enfrentei o problema de perto: minha filha sofreu bullying na adolescência e optei por entender melhor esse fenômeno para poder lidar da maneira correta e orientá-la, além de passar meu conhecimento para outras pessoas.
O termo bullying é uma palavra da língua inglesa, gerúndio do verbo “to bully”, que apesar de não ter uma tradução exata para o português, pode ser entendida com o sentido de “intimidar”, “ameaçar”, “maltratar” e “oprimir”. Desde meados da década de 1990 o termo tem sido usado para descrever agressões físicas ou psicológicas, intencionais e repetidas, praticadas por uma pessoa ou um grupo contra uma vítima que tem menos condições de se defender, em uma relação desigual de forças.
Quando as intimidações ocorrem no ambiente escolar, a instituição de ensino passa a ter responsabilidade e tem que agir para impedir qualquer violência. Por isso é importante o envolvimento de educadores, pais, alunos para ajudar as crianças e adolescentes que sofrem ou sofreram o bullying, bem como as que o praticam trabalhando na promoção da informação junto com a diversidade. Quando se trabalha conjuntamente em projetos motivadores, que permitem escapar da rotina, as diferenças entre os indivíduos desaparecem. Como consequência, em seus projetos, a escola deve reservar tempo e oportunidades suficientes para iniciar, desde cedo, o aluno em projetos cooperativos, em todas as disciplinas e em todas as atividades, ensinando a diversidade da espécie humana e contribuir para a tomada de consciência das semelhanças e da intradependência entre todos os seres humanos, combatendo o preconceito em suas diversas formas.
A educação para a não violência é uma das formas mais significativas de dialogar e cooperar, sendo necessário para tanto o conhecimento de métodos de solução de conflitos e que estes estejam presentes nos currículos escolares, os quais evoquem o diálogo, a comunicação, a negociação, a mediação e outros recursos que permitam resolver a maioria dos problemas que envolvam bullying surgidos nas salas de aula ou em todos os âmbitos da escola. O Bullying é covarde e doentio e pode desestruturar as famílias e uma vida inteira.
Agradeço aos espaço concedido pela revista Giro Morumbi para tratarmos desse assunto do interesse de todos.

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