Todo mês de fevereiro percebo a mesma cena se repetir: crianças retornando das férias cheias de histórias, energia e criatividade — mas, muitas vezes, com dificuldade para retomar o foco e a concentração nos estudos. E isso é absolutamente normal.
Durante as férias, a rotina muda, os horários ficam mais flexíveis e o cérebro desacelera em relação às atividades cognitivas estruturadas. Quando as aulas recomeçam, é preciso um tempo de readaptação. Como mãe e orientadora educacional, acredito que esse processo deve ser gradual, respeitoso e, acima de tudo, acolhedor.
A importância da rotina no dia a dia
Uma das principais ferramentas para ajudar nesse retorno é a reorganização da rotina. Horários mais definidos para acordar, dormir, se alimentar e estudar ajudam a criança a se sentir segura. Não falo de uma rotina rígida, mas de previsibilidade — algo que traz tranquilidade e favorece a concentração.
Também observo, na prática, como um ambiente adequado faz diferença. Um espaço organizado, silencioso e livre de distrações excessivas contribui muito para que a criança consiga se concentrar melhor, mesmo que por períodos curtos no início.
Concentração é uma habilidade que se desenvolve
Ao longo dos anos, aprendi que foco e concentração não são dons com os quais a criança nasce ou não. São habilidades que se constroem com hábito, constância e estímulo adequado. Pequenos períodos diários de estudo costumam ser muito mais eficazes do que longas horas esporádicas.
No Kumon Morumbi Vila Andrade, trabalhamos justamente com esse princípio. Cada aluno avança no seu próprio ritmo, com atividades adequadas ao seu nível de aprendizado. Esse processo ajuda a criança a recuperar o hábito de estudar de forma natural, sem pressão, desenvolvendo autonomia e confiança.
Vejo diariamente alunos que começam com poucos minutos de concentração e, com o tempo, passam a se dedicar com muito mais foco — não porque foram cobrados, mas porque aprenderam a gostar do próprio progresso.
O papel da família nesse momento
O apoio da família é essencial nesse período de transição. Demonstrar interesse pela rotina escolar, acompanhar as tarefas e valorizar o esforço da criança faz toda a diferença. Mais do que cobrar resultados imediatos, é importante reconhecer cada avanço, por menor que pareça.
Por Lígia Orosco Ferreira, orientadora do Kumon Morumbi Vila Andrade

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