O planejamento arquitetônico tem ganhado espaço nas discussões sobre educação. Corredores, áreas de convivência e salas de aula são compreendidos como elementos que participam ativamente da aprendizagem, perspectiva frequentemente associada à ideia de que o ambiente funciona como um terceiro educador.
As mudanças acompanham metodologias que valorizam projetos, colaboração, experimentação, autonomia e diferentes modos de interagir com o conhecimento. Nesse contexto, ambientes mais flexíveis, integrados e destinados a diferentes experiências pedagógicas deixam de ser uma questão de infraestrutura e passam a integrar a estratégia educacional, acompanhando uma concepção de aprendizagem que não se restringe ao modelo convencional.
É nesse cenário que o Colégio Elvira Brandão iniciou a expansão da Unidade Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. A escola, que mantém uma trajetória de 122 anos, terá mais do que o dobro da área atual, incorporando novos ambientes personalizados às atividades pedagógicas. A Unidade Morumbi do colégio foi inaugurada em 2024, visando atender à crescente demanda por escolas que trabalham a excelência pedagógica e o acolhimento individual.
Além da ampliação física, que deixará o colégio com mais de 2.000 metros quadrados, o projeto prevê a extensão do atendimento até o 5º ano do Ensino Fundamental e a oferta do bilinguismo para as famílias. A proposta bilíngue já faz parte da trajetória pedagógica do Elvira e vem sendo implementada gradualmente em diferentes anos escolares. Para Caroline Genero, diretora-geral do Colégio Elvira Brandão, a expansão está diretamente associada ao aumento na procura por parte das famílias e à busca por formações completas, ancoradas em um currículo bilíngue:
“A ampliação dos espaços no Morumbi nos permite pensar em ambientes que dialoguem com diferentes formas de aprender, além de acompanhar a trajetória dos estudantes. A proposta também contempla a possibilidade de ampliar as experiências cotidianas dos estudantes na escola bilíngue”.
No próprio projeto pedagógico do Elvira, a escola descreve o uso de metodologias ativas, rotação por estações e sala de aula invertida, além de projetos e atividades que integram diferentes áreas do conhecimento.
A expansão da unidade também ocorre dentro de um movimento mais amplo da própria instituição: combinar experiências significativas e inovação. Em seus documentos institucionais, o Elvira se apresenta como uma escola em movimento, conectada e atual, mantendo uma trajetória de mais de 120 anos enquanto incorpora novas práticas, tecnologias e propostas de aprendizagem.
“[…] assim, o projeto de expansão do Morumbi pode ser compreendido não apenas como um aumento de área construída, mas como uma resposta à transformação do próprio conceito de espaço escolar: de um local onde a aprendizagem acontece para um ambiente que participa, estimula e cria condições para que diferentes experiências aconteçam”, destaca Caroline Genero.

