Quando uma criança diz “não gosto de estudar”, raramente está falando apenas sobre estudo. Na maioria das vezes, essa frase carrega algo mais profundo: frustração, insegurança, cansaço, dificuldade acumulada ou até a sensação de que aprender virou sinônimo de cobrança.
Ao longo da minha experiência como mãe e educadora, percebo que muitas crianças não rejeitam o aprender em si. Elas rejeitam o desconforto que associaram a esse processo. Quando estudar se torna um momento de tensão, comparação ou repetidos sentimentos de incapacidade, é natural que surja resistência. É uma forma de defesa.
Também há crianças inteligentes e curiosas que simplesmente não desenvolveram rotina, concentração e autonomia para estudar sozinhas. Sem esses pilares, estudar pode parecer pesado, confuso e desgastante.
Por isso, antes de corrigir a frase “não gosto de estudar”, eu gosto de olhar para o que ela está tentando nos contar. Essa criança está cansada? Está insegura? Está frustrada por não acompanhar?
Aprender bem não depende apenas de conteúdo. Depende de experiência emocional. A criança precisa sentir que é capaz, viver pequenas conquistas com frequência. É isso que reconstrói a confiança.
É justamente nesse ponto que o Kumon Morumbi Vila Andrade se torna um grande aliado das famílias. Mais do que reforço escolar, o Kumon propõe um caminho de desenvolvimento da autonomia, da concentração, do raciocínio e da disciplina diária. O aluno avança no seu próprio ritmo, com orientação individualizada e metas possíveis, construindo base sólida antes de seguir adiante. Isso reduz a ansiedade e devolve à criança a sensação de competência.
No dia a dia da nossa unidade, vejo com frequência alunos que chegaram desmotivados, inseguros ou dependentes e passam a estudar com mais confiança, organização e iniciativa. Quando a criança percebe que consegue, algo muda. O estudo deixa de ser um campo de batalha e passa a ser um espaço de crescimento.
Outro ponto essencial é o vínculo com a família. Quando pais e responsáveis compreendem que aprender é uma construção gradual, deixam de buscar apenas resultado imediato e passam a valorizar a rotina, o esforço e a evolução. Isso faz toda a diferença. A criança não precisa de mais pressão; precisa de direção, acolhimento e constância.
Então, quando um filho diz “não gosto de estudar”, eu proponho que a gente escute além da frase. Porque, por trás dela, pode existir apenas uma criança pedindo ajuda para descobrir que é, sim, capaz de aprender.
ESCRITO POR: LÍGIA OROSCO FERREIRA

Kumon Morumbi – Vila Andrade
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