As mães se preocupam quando seus filhos recebem o diagnóstico de pés planos ou pés chatos.
Normalmente nós humanos aprendemos a
andar pouco antes de 12 meses com pequenas variações e a partir daí até perto de 2 anos de idade todos os pés são planos ou chatos. Muitas vezes o aspecto é apenas anatômico mas a partir dos 2 anos de idade as crianças podem começar a se queixar de dor nas pernas (cãimbras) e algumas vezes são acordadas com dores nas pernas e a maioria das mães usam o processo de massagem com álcool para alivio, outras vezes as mães se queixam que ao caminhar com o seu filho ele logo quer ser levado no colo da mãe por que ele sente um desconforto na marcha ou mesmo dor.
A partir daí as mães buscam orientação com o pediatra ou com a ortopedia infantil. Quando não tratado o pé plano e o pé chato pode evoluir para joelho valgo (pernas em x) e também pode evoluir para recurvatum (hiperextensão exagerada das pernas). Em poucos casos a criança pode apresentar estrabismo divergente ou convergente, escoliose, hiperlordose e vício postural.
Todos esses sintomas fazem parte de uma Síndrome que pode ser rotulada de hipermobilidade articular ou frouxidão dos ligamentos. Em linguagem comum é a história do homem ou mulher borracha (contorcionista) que é o grau extremo de frouxidão ligamentar que não é doença é um componente genético, a conduta terapêutica aconselhável é o uso de tênis ortopédico com palmilhas para evitar o joelho valgo.
Importante: a formação do arco não vai acontecer pelo uso de palmilhas mas em compensação evita o joelho valgo, promove o alinhamento das pernas e o pé cresce em sua posição anatômica e a criança anda numa posição fisiológica o que evita a ocorrência de cansaço, dores ou cãibras.
A falta do arco dos pés faz diminuir também a altura.
A visita ao ortopedista deve acontecer pelo menos a cada 90 dias.
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